A Associação Mexicana de Laboratórios Farmacêuticos (AMELAF) comemorou que a próxima licitação para a compra consolidada de medicamentos e insumos médicos para o período 2027-2028 será realizada sob tratado, portanto, apenas poderão participar fabricantes de países com os quais o México possui acordos de livre comércio.

Acredito que isso ajuda a indústria nacional e também previne muitos problemas que tivemos com medicamentos comprados ou licitados da Índia, que nunca entregaram ou entregaram com qualidade ruim. Afinal, isso é o que traz certeza e também abastecimento de medicamentos.

Para efeitos de concorrência, é importante que haja um piso justo porque alguns países como a Índia têm produtos subsidiados para exportação, o que coloca outros participantes em situação de desvantagem.

Sublinhou que é preciso cuidar da parte da qualidade, pois é fundamental que os medicamentos sejam seguros e eficazes, que cumpram padrões internacionais.

Esta é uma das compras públicas mais importantes, pois contempla cerca de 766 itens de medicamentos, com valor estimado em torno de 350.000 milhões de pesos.

Laboratórios de Biológicos e Reagentes do México (Birmex) lançou em 16 de julho a licitação para a compra consolidada de medicamentos correspondente aos anos 2027 e 2028. A apresentação e abertura de propostas será em 5 de agosto. O resultado será divulgado em 14 de setembro e os contratos começarão em 1º de janeiro de 2027.

Sobre a capacidade de produção nacional, assegurou que a indústria mexicana está preparada para participar da licitação. No México existem cerca de 80 plantas da indústria afiliadas à AMELAF.

O tema da rotulagem já foi resolvido, portanto, tendrán que colocar o selo de Feito no México. Embora essa medida implique algum custo e esforço para a indústria, principalmente na embalagem secundária, considerou que é gerenciável e a indústria está pronta para atender à solicitação do governo.

A dívida pendente com fornecedores do IMSS-Bienestar ainda não foi paga aos laboratórios mexicanos, cujo valor estimado é de entre 4.000 e 5.000 milhões de pesos. Destacou que, embora essa situação afete os laboratórios de capital nacional, a indústria mantém a disposição de participar e cumprir com a entrega de medicamentos.

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